A Estreia....
Torna-se dificil recordar pormenores de primeira actuação da Tunilingus, mas como todos os bons momentos, relembram-se para sempre.
Decorriam as tão afamadas Isliadas de 1997, desta vez organizadas pelo Isla do Porto mas a terem lugar na Póvoa de Varzim. Em todas as Isliadas contamos com uma noite dedicada “à prática do instrumento” com o encontro de tunas dos Islas deste país, ao qual tinhamos sentido, nos últimos anos, a falta de presença de uma tuna do Isla de Lisboa.
Mas era no CineTeatro da Póvoa de Varzim que íamos deixar o marco da nossa primeira actuação, envolvido por um ambiente de algum nervosismo mas de muita alegria desde a nossa saída de Lisboa. Foi uma viagem muito atribulada mas divertida, com paragem em todas as estações e apeadeiros da A1 para aquecimento das gargantas.... entre músicas e alguns copos, lá fomos chegando à Póvoa. Após o check-in no Hotel Vermar e com a aproximação do jantar, íamos sentindo o tão famoso “nó na garganta” a aumentar e tentando combater com o famoso líquido que o nosso Deus, Baco, nos disponibilizou.
Havia chegado a hora de nos encaminharmos para o centro da cidade, que entre cantorias e conversas nos deparamos com uma rua cheia de gente em frente a um edíficio, que por espanto nosso, seria o local onde iriamos actuar. Era mesmo muita gente. Já dentro do Cineteatro era hora de saber qual a nossa vez de actuar – eramos os terceiros, e como é lógico nestas situações, começou a asafama de querer ter os instrumentos e vozes afinados. Para as vozes houve alguém que teve a excelente ideia de beber uns whiskies para tirar aquela rouquidão de um dia beber e a cantar. Deparamo-nos com mais um problema – bebemos whiskies a mais.
Chamada para palco.... era momento tão esperado – a nossa primeira actuação. Falando na minha pessoa, nunca fiquei sóbrio com tanta rapidez como naquele momento. Primeira vez em cima de um palco com quase 600 pessoas de olhos postos na nossa prestação – sentimos uma enorme responsabilidade em não falhar, principalmente, pelo trabalho que tinhamos feito na preparação deste momento. Eramos 13, belo número para aumentar o nervosismo a quem é supersticioso. Íniciamos com a Santa Barbara que correu bem, servindo para acalmar um pouco os nervos ao ouvir os enormes aplausos, principalmente dos nossos fãs alfacinhas que tanto esperaram para ver a Tunilingus em palco. Seguimos com os Niegros, Noites de Ronda, Sapatinhos Chico e Mamã Natureza e acabando com o Vinho, o nosso exlibris daquele ano. Terminada a actuação entre muitos aplausos e piropos lá fomos saindo de palco à excepção do Pedro Bandolas que ficara sozinho a cantar a “Mãe, minha Mãe, tão velhinha”... que nos fez voltar para o rebocarmos para fora do palco – parece que ele gostou muito da experiência.
Acabada a actuação, foi hora de muita euforia e cantoria.... tinha sido uma experiência única na vida de um tunante. O estado de espirito dos tunos estava ao rubro fazendo uma festa tremenda no lobby do Cineteatro. Foi lindo ver a Tunilingus não conseguir parar de tocar, principalmente o Rasta que conseguiu soltar a corda do baixo acútisco emprestado pela tuna de Bragança antes de eles entrarem para palco... acho que não ficaram muito contentes connosco.
A noite era nossa... foi uma excelente estreia para a Tunilingus, tendo a certeza que era este o espirito que queriamos, acreditando na nossa Tuna e no seu futuro.
Decorriam as tão afamadas Isliadas de 1997, desta vez organizadas pelo Isla do Porto mas a terem lugar na Póvoa de Varzim. Em todas as Isliadas contamos com uma noite dedicada “à prática do instrumento” com o encontro de tunas dos Islas deste país, ao qual tinhamos sentido, nos últimos anos, a falta de presença de uma tuna do Isla de Lisboa.
Mas era no CineTeatro da Póvoa de Varzim que íamos deixar o marco da nossa primeira actuação, envolvido por um ambiente de algum nervosismo mas de muita alegria desde a nossa saída de Lisboa. Foi uma viagem muito atribulada mas divertida, com paragem em todas as estações e apeadeiros da A1 para aquecimento das gargantas.... entre músicas e alguns copos, lá fomos chegando à Póvoa. Após o check-in no Hotel Vermar e com a aproximação do jantar, íamos sentindo o tão famoso “nó na garganta” a aumentar e tentando combater com o famoso líquido que o nosso Deus, Baco, nos disponibilizou.
Havia chegado a hora de nos encaminharmos para o centro da cidade, que entre cantorias e conversas nos deparamos com uma rua cheia de gente em frente a um edíficio, que por espanto nosso, seria o local onde iriamos actuar. Era mesmo muita gente. Já dentro do Cineteatro era hora de saber qual a nossa vez de actuar – eramos os terceiros, e como é lógico nestas situações, começou a asafama de querer ter os instrumentos e vozes afinados. Para as vozes houve alguém que teve a excelente ideia de beber uns whiskies para tirar aquela rouquidão de um dia beber e a cantar. Deparamo-nos com mais um problema – bebemos whiskies a mais.
Chamada para palco.... era momento tão esperado – a nossa primeira actuação. Falando na minha pessoa, nunca fiquei sóbrio com tanta rapidez como naquele momento. Primeira vez em cima de um palco com quase 600 pessoas de olhos postos na nossa prestação – sentimos uma enorme responsabilidade em não falhar, principalmente, pelo trabalho que tinhamos feito na preparação deste momento. Eramos 13, belo número para aumentar o nervosismo a quem é supersticioso. Íniciamos com a Santa Barbara que correu bem, servindo para acalmar um pouco os nervos ao ouvir os enormes aplausos, principalmente dos nossos fãs alfacinhas que tanto esperaram para ver a Tunilingus em palco. Seguimos com os Niegros, Noites de Ronda, Sapatinhos Chico e Mamã Natureza e acabando com o Vinho, o nosso exlibris daquele ano. Terminada a actuação entre muitos aplausos e piropos lá fomos saindo de palco à excepção do Pedro Bandolas que ficara sozinho a cantar a “Mãe, minha Mãe, tão velhinha”... que nos fez voltar para o rebocarmos para fora do palco – parece que ele gostou muito da experiência.
Acabada a actuação, foi hora de muita euforia e cantoria.... tinha sido uma experiência única na vida de um tunante. O estado de espirito dos tunos estava ao rubro fazendo uma festa tremenda no lobby do Cineteatro. Foi lindo ver a Tunilingus não conseguir parar de tocar, principalmente o Rasta que conseguiu soltar a corda do baixo acútisco emprestado pela tuna de Bragança antes de eles entrarem para palco... acho que não ficaram muito contentes connosco.
A noite era nossa... foi uma excelente estreia para a Tunilingus, tendo a certeza que era este o espirito que queriamos, acreditando na nossa Tuna e no seu futuro.

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